Chamada de Trabalhos

vista nº 2 | Memória cultural, imagem e arquivo

 

Editores: Isabel Macedo (CECS, Universidade do Minho) & José Gomes Pinto (CICANT, Universidade Lusófona) 

 

 

James Stephanoff - Pyne's Royal Residences (1819), plate 48. The King's Library at Buckingham House. Domínio Público.

 

A aceleração histórica, com os seus desenvolvimentos, transformações e consequências – a ameaça do esquecimento – levam a uma obsessão pelo registro, pelos traços, pelos arquivos, “arquive-se, arquive-se, sempre sobrará alguma coisa!” (Nora, 1997, p. 16). Os arquivos, juntamente com outros recursos comunicacionais, contribuem para a transferência de informações – e assim para a (re)construção da memória cultural (Assmann, 2008) – de geração em geração. Através de tecnologias de representação da memória, os arquivos abrem-se a novas interpretações, usos e formulações.

O impulso arquivístico, princípio organizador no mundo contemporâneo, é agora, na era das imagens digitais e dos média sociais, também um fenómeno cultural de massas. Esses desenvolvimentos, juntamente com um campo cultural atualmente preocupado com a história, com os modos de lembrança e com as conceções divergentes de identidade, tornam a investigação em cultura visual e arquivo particularmente oportuna.

A relação entre a memória e os vários meios de representação que (re)constroem, preservam e difundem narrativas sobre o passado são o foco deste número temático. A memória refere-se ao modo como o passado continua a sobreviver no presente, de forma implícita e explícita, e é transmitido às gerações futuras. Os diversos meios de representação – o cinema, a fotografia, a publicidade, a arte urbana ou a cultura visual em geral, incluindo a televisão e os média digitais – têm um papel essencial na (re)construção da memória, tanto na sua estruturação quanto na sua transformação. Partindo deste olhar, este número recebe propostas que abordam temas, conceitos ou perspetivas históricas relacionadas com a interseção entre memória, arquivo e cultura visual em geral.

Possíveis tópicos podem incluir, mas não estão se limitam a:

-  Arquivos, álbuns e produção de histórias de vida;

- Arquivos, cultura visual e educação;

- Testemunho, memória e arquivo;

- Cinema, imagens de arquivo e memória;

- Comemorações, contra-monumentos e cultura visual;

- Descolonização do património e cultura visual;

- Arquivos, redes, comunidades digitais; 

- Arquivos inventados, encontrados e (re)criados; 

- Legados da cultura visual (pós)-colonial;

- (Re)construções da memória, cultura visual e espaços públicos; 

- Museu, biblioteca e arquivo; 

- Género, memória e arquivo; 

- Fotografia, comemoração e lembrança; 

- Fotografia, média sociais e produção de identidades digitais; 

- Paisagens, fronteiras, migrações e memória; 

- Esquecimento, arquivo e memória: arquivos desaparecidos, destruídos, reconstituídos;

 

A vista - revista de cultura visual é uma revista arbitrada por pares e opera num processo de dupla revisão cega. Cada trabalho submetido será distribuído a dois revisores previamente convidados a avaliá-lo, de acordo com a qualidade académica, originalidade e relevância para os objetivos e âmbito da temática desta edição da revista. Os artigos podem ser enviados em inglês, português, espanhol e francês para vista.culturavisual@gmail.com. As orientações para autores podem ser consultadas aqui.

 

Datas importantes:

Data-limite de submissão:  8 de setembro de 2017

Notificação de aceitação: 10 de outubro 2017

Publicação da revista: dezembro de 2017