Luciano Spinelli, Mêtro de Paris, 2010

 

 

Vista nº1 | Políticas do Olhar | Chamada de Trabalhos

Receção de propostas até 29 de fevereiro de 2016.  Prazo Alargado até: 7 de março de 2016

Notificações de aceitação até 15 de abril de 2016.

 

Homenageando a motivação política que esteve na base dos visual culture studies, fundados há cerca de uma década, o primeiro número da Vista, publicação semestral na área das Ciências da Comunicação, terá como tema as assimetrias sociais que os regimes escópicos conformam ou desafiam. Reivindicando a importância fundadora das teorias críticas da vigilância e do espetáculo e dos estudos das diferenças de género e de etnia, este número inaugural da Vistaquer também dar conta do caráter dinâmico dos processos de partilha do visível, confrontando os imaginários hegemónicos e as visibilidades dominantes com as táticas de resistência política e de transformação social.      

 

O empoderamento visual das minorias é resultado do desenvolvimento das tecnologias da informação e da comunicação - da Kodak às redes sociais -, sendo manifesto nomeadamente na afirmação de metodologias visuais participativas no âmbito das ciências sociais, que promovem uma pluralização da economia do olhar.   

 

Pretende-se fomentar a reflexão em torno das abordagens à cultura visual que exploram processos de resistência política e de transformação social. Enfim, no primeiro número da Vista, pretende-se reafirmar as motivações políticas dos estudos da cultura visual, questionando o papel dos média na manutenção e na superação das assimetrias que caraterizam a partilha do visível. 

 

São, por isso, encorajadas propostas que reflitam sobre as seguintes temáticas: 

- os pressupostos políticos da fundação dos visual culture studies;

- o papel da fotografia, da televisão, do cinema, da publicidade e de outros média na distribuição de visibilidades e invisibilidades, olhares legítimos e ilegítimos;

- as táticas de resistência da arte contemporânea;

- o papel do espetador e a sua produção invisível;   

- a disseminação de visões eurocêntricas e o seu desafio;  

- as ações de conformação e de resistência ao male gaze

- as metodologias visuais participativas; 

- a rutura do digital e das redes sociais na economia de visões hegemónicas e periféricas, o ativismo em rede;